Nós, os Carmelitas, somos homens e mulheres, rapazes e raparigas, que desejamos viver o nosso compromisso de baptizados, construindo a fraternidade proposta por Jesus Cristo, em continua presença de Deus, como a Virgem Maria; ao serviço da Igreja e segundo o projecto de vida proposto por João da Cruz e Teresa de Jesus.
terça-feira, 11 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Mãe de Deus
Mãe de Deus, porque tu a Deus creaste,
Filha de Deus, pois Elle te creou,
Irmã de Deus, pois Elle te enviou,
Sposa de Deus, pois virgem tu ficaste,
Filha de Deus, pois Elle te creou,
Irmã de Deus, pois Elle te enviou,
Sposa de Deus, pois virgem tu ficaste,
Eterna, transcendente e fragil haste
Que abre ao alto em Mulher, na que baixou
Á terra, a dar á Eva que peccou
A seiva do carinho que lhe achaste.
Que abre ao alto em Mulher, na que baixou
Á terra, a dar á Eva que peccou
A seiva do carinho que lhe achaste.
És tu que dás ás mães o - afago
És tu -
Tu és a alma da Mulher -
És tu -
Tu és a alma da Mulher -
E se o que penso é com amor affim,
E em minha inspiração sinto o teu beijo,
Mãe, mãe de Deus, mãe do Divino em mim.
E em minha inspiração sinto o teu beijo,
Mãe, mãe de Deus, mãe do Divino em mim.
Fernando Pessoa
quinta-feira, 6 de junho de 2013
O Rei
O Rei, cuja coroa de oiro é luz
Fita do alto do throno os seus mesquinhos.
Ao meu Rei coroaram-O de espinhos
E por throno Lhe deram uma cruz.
Fita do alto do throno os seus mesquinhos.
Ao meu Rei coroaram-O de espinhos
E por throno Lhe deram uma cruz.
O olhar fito do Rei a si conduz
Os olhares fitados e visinhos
Mas mais me fitam, e mortas sem carinhos,
As palpebras descidas de Jesus.
Os olhares fitados e visinhos
Mas mais me fitam, e mortas sem carinhos,
As palpebras descidas de Jesus.
O Rei falla, e um seu gesto tudo prende,
O som da sua voz tudo transmuda.
E a sua viva majestade esplende;
O som da sua voz tudo transmuda.
E a sua viva majestade esplende;
Meu Rei morto tem mais que majestade:
Falla a Verdade nessa bocca muda;
Suas mãos presas são a Liberdade.
Falla a Verdade nessa bocca muda;
Suas mãos presas são a Liberdade.
Fernando Pessoa
31.7.1935
31.7.1935
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