segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Para as Gotinhas mais pequeninas

Toca a preparar esta surdina de Natal: 
 Ó David! Ó Inês!
Vamos ver o Menino
inda mais pequenino
que vocês!
 
Vamos vê-lo tapado
sob o céu do futuro
com a sombra de um muro

a seu lado.

Vamos vê-lo nós três
novamente a nascer
Vamos ver se vai ser
desta vez.

David Mourão-Ferreira, 101 Poetas

A Gotinha recorda

 Emanuel: o Messias esperado de Israel

 Rei David a tocar harpa, autor anónimo

A expectativa da vinda do Emanuel (palavra que significa «Deus connosco»), referida no Livro de Isaías (Antigo Testamento), testemunha uma relação muito próxima entre o povo de Israel e o seu Deus, em quem
depositava grande confiança. Esta confiança é reforçada nos momentos de maior dificuldade. O povo, sujeito ao jugo dos seus inimigos, isto é, dos povos que os invadiam, espera a libertação desta opressão através da vinda de um Messias que o irá governar na paz e na justiça, trazendo a alegria a Israel. O Messias esperado seria descendente da casa de David.
Para os judeus, a fé não era algo abstracto, concretizando-se na confiança que colocavam num Deus único, com quem os seus antepassados tinham estabelecido uma aliança. É neste contexto de esperança que no livro de Isaías (6-12) encontramos o anúncio profético da vinda do Messias: o Emanuel.

Advento, tempo de esperança

Para os cristãos, o Advento é um tempo de preparação para a celebração do nascimento de Jesus. É por isso um tempo de esperança, de alegria e expectativa. Neste período, os fiéis tomam consciência da necessidade de promover a fraternidade e a paz.
 

O Advento tem início num domingo, próximo do final de Novembro, e termina na véspera de Natal. É o primeiro tempo do ano litúrgico, correspondendo aos quatro domingos que antecedem o Natal.
A música também é um elemento muito importante nas celebrações litúrgicas. Esta tem a finalidade de facilitar a interpretação, a compreensão e a interiorização da mensagem. As celebrações litúrgicas cristãs deram origem à composição das mais belas e importantes obras musicais de todos os tempos.
A celebração do nascimento de Jesus motivou a composição de peças musicais muito populares e conhecidas em todo o mundo.


As celebrações litúrgicas e a preparação das Igrejas reflectem o significado do Advento: tempo de recolhimento, de penitência e de conversão. As leituras da missa, as cores dos trajes dos ministros da liturgia e os adornos dos locais de culto são também, neste período, diferentes. Os paramentos são de cor roxa,
símbolo de recolhimento, conversão e preparação para a celebração da vinda de Cristo. No terceiro Domingo do Advento, o Domingo Gaudete ou de Alegria, os paramentos litúrgicos usados são cor-de-rosa, significando a alegria pela vinda do Salvador, que se aproxima.




O tempo que vivemos

Com o Inverno, chegam os dias cinzentos, curtos e chuvosos. O frio aproxima-se a passos largos, contrastando com o calor que emerge das lareiras. A paisagem transforma-se igualmente, desenhando os dias em tons escuros, onde se destaca a neve branca alcandorada na montanha que se veste para receber o Natal.
Na cidade, as ruas começam a ficar mais iluminadas, as montras ganham cores, as casas exibem o seu presépio e a sua árvore, a televisão multiplica a animação infantil. Os alimentos consomem-se mais quentes,
os nossos familiares iniciam inquéritos intermináveis sobre aquilo de que mais gostamos, os nossos sonhos são invadidos por histórias de fantasia e imagens de fadas onde não falta a rena Rodolfo.
É Natal! Por esta altura, multiplicam-se as campanhas de solidariedade.
Na escola e na paróquia aumenta o espírito de entreajuda. O amor e a fraternidade invadem os nossos corações! Olhamos o mundo inteiro e somos chamados a reconhecer nos outros os nossos irmãos.
Sentimos, então, o calor de um gesto ou de um sorriso, trazido pelas mãos de uma criança. É o Natal a chegar!
Vamos, então, conhecer melhor este tempo que vivemos, o Advento!

Demorou mas CHEGOU!



Notícias do AcampaKi Júnior
Estava uma tarde solarenga, quando começaram a chegar à quinta do menino Jesus de Praga os acampákis mais novos.

Vinham de Braga, Caíde, Esposende, Moinhos da Gândara e Viana, com a “casa às costas”. Estavam entusiasmados e enérgicos, prontos a contagiar tudo e todos. Queriam saltar para a piscina e ficar na água tempos sem fim, queriam jogar a bola, fazer novos amigos e não ter de comer aquelas coisas que deixam sempre no prato porque não gostam nada.

Os corajosos acampákis tinham chegado, as aldeias haviam sido montadas e as despedidas feitas, estava na hora de começar o IV Acampáki Júnior, que este ano teria mais um dia.

Ainda antes do jantar, já os acampákis distribuíam alcunhas uns pelos outros, sendo a mais inesquecível de todas a da nossa “queen”. Tornava-se claro que os quatro dias seguintes seriam marcados pela Amizade.

Era o primeiro acampaki para alguns deles, sentia-se a sua expectativa, a surpresa com que encaravam cada actividade, pois até as coisas mais simples para eles eram estranhas, era neles que víamos que realmente o Acampaki Júnior eram quatro dias que fariam a diferença nas vidas dos mais pequenos dos acampakis.

Havia tempo para dormir (embora numa parecesse chegar), para comer e para brincar, mas essencialmente havia tempo para iniciar os acampakis na espiritualidade carmelita e fazê-lo de forma cativante. 


Duas vezes ao dia lá iam eles sentar os seus rabinhos na terra dura, desconfortável e coberta de bolotas, para rezar; fizeram uma caminhada ao sol, sempre carminhando, sempre alegres e sorridentes; jogaram futebol e fizeram uma caça ao tesouro (que demonstrou o quão competitivos estes mini-acampakis realmente eram). E, como não poderia deixar de ser, os fantásticos acampakis preparam dois saraus cheios de música e de actuações que só podiam deixar os expectadores com dores de barriga de tanto rir.

Assim foram passados quatro dias do mês de Julho, na quinta do Menino Jesus de Praga, com os acampakis mais novinhos, mais energéticos e mais sorridentes na história dos acampakis.
Depois das despedidas feitas, fica a esperança de que com esta experiência todos tenham crescido um pouco mais como pessoas e como jovens carmelitas, e que os efeitos secundários dos dias passados no AcampaKi Júnior perdurem durante muito tempo.

A Gotinha Maria Babo

domingo, 16 de dezembro de 2012

João disse: ELE vem!

Alegrai-vos! Deus vem! Apesar do nosso esquecimento, ELE vem! Por isso, Gotinhas, alegrai-vos e confiai!

Alegra-te Gotinha! ELE vem!

"Naquele tempo, as multidões perguntavam a João Baptista: «Que devemos fazer?». Ele respondia-lhes: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo». Vieram também alguns publicanos para serem baptizados e disseram: «Mestre, que devemos fazer?». João respondeu-lhes: «Não exijais nada além do que vos foi prescrito». Perguntavam-lhe também os soldados: «E nós, que devemos fazer?». Ele respondeu-lhes: «Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo». Como o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias, ele tomou a palavra e disse a todos: «Eu baptizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. Tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro; a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga». Assim, com estas e muitas outras exortações, João anunciava ao povo a Boa Nova».