segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O tempo que vivemos

Com o Inverno, chegam os dias cinzentos, curtos e chuvosos. O frio aproxima-se a passos largos, contrastando com o calor que emerge das lareiras. A paisagem transforma-se igualmente, desenhando os dias em tons escuros, onde se destaca a neve branca alcandorada na montanha que se veste para receber o Natal.
Na cidade, as ruas começam a ficar mais iluminadas, as montras ganham cores, as casas exibem o seu presépio e a sua árvore, a televisão multiplica a animação infantil. Os alimentos consomem-se mais quentes,
os nossos familiares iniciam inquéritos intermináveis sobre aquilo de que mais gostamos, os nossos sonhos são invadidos por histórias de fantasia e imagens de fadas onde não falta a rena Rodolfo.
É Natal! Por esta altura, multiplicam-se as campanhas de solidariedade.
Na escola e na paróquia aumenta o espírito de entreajuda. O amor e a fraternidade invadem os nossos corações! Olhamos o mundo inteiro e somos chamados a reconhecer nos outros os nossos irmãos.
Sentimos, então, o calor de um gesto ou de um sorriso, trazido pelas mãos de uma criança. É o Natal a chegar!
Vamos, então, conhecer melhor este tempo que vivemos, o Advento!

Demorou mas CHEGOU!



Notícias do AcampaKi Júnior
Estava uma tarde solarenga, quando começaram a chegar à quinta do menino Jesus de Praga os acampákis mais novos.

Vinham de Braga, Caíde, Esposende, Moinhos da Gândara e Viana, com a “casa às costas”. Estavam entusiasmados e enérgicos, prontos a contagiar tudo e todos. Queriam saltar para a piscina e ficar na água tempos sem fim, queriam jogar a bola, fazer novos amigos e não ter de comer aquelas coisas que deixam sempre no prato porque não gostam nada.

Os corajosos acampákis tinham chegado, as aldeias haviam sido montadas e as despedidas feitas, estava na hora de começar o IV Acampáki Júnior, que este ano teria mais um dia.

Ainda antes do jantar, já os acampákis distribuíam alcunhas uns pelos outros, sendo a mais inesquecível de todas a da nossa “queen”. Tornava-se claro que os quatro dias seguintes seriam marcados pela Amizade.

Era o primeiro acampaki para alguns deles, sentia-se a sua expectativa, a surpresa com que encaravam cada actividade, pois até as coisas mais simples para eles eram estranhas, era neles que víamos que realmente o Acampaki Júnior eram quatro dias que fariam a diferença nas vidas dos mais pequenos dos acampakis.

Havia tempo para dormir (embora numa parecesse chegar), para comer e para brincar, mas essencialmente havia tempo para iniciar os acampakis na espiritualidade carmelita e fazê-lo de forma cativante. 


Duas vezes ao dia lá iam eles sentar os seus rabinhos na terra dura, desconfortável e coberta de bolotas, para rezar; fizeram uma caminhada ao sol, sempre carminhando, sempre alegres e sorridentes; jogaram futebol e fizeram uma caça ao tesouro (que demonstrou o quão competitivos estes mini-acampakis realmente eram). E, como não poderia deixar de ser, os fantásticos acampakis preparam dois saraus cheios de música e de actuações que só podiam deixar os expectadores com dores de barriga de tanto rir.

Assim foram passados quatro dias do mês de Julho, na quinta do Menino Jesus de Praga, com os acampakis mais novinhos, mais energéticos e mais sorridentes na história dos acampakis.
Depois das despedidas feitas, fica a esperança de que com esta experiência todos tenham crescido um pouco mais como pessoas e como jovens carmelitas, e que os efeitos secundários dos dias passados no AcampaKi Júnior perdurem durante muito tempo.

A Gotinha Maria Babo

domingo, 16 de dezembro de 2012

João disse: ELE vem!

Alegrai-vos! Deus vem! Apesar do nosso esquecimento, ELE vem! Por isso, Gotinhas, alegrai-vos e confiai!

Alegra-te Gotinha! ELE vem!

"Naquele tempo, as multidões perguntavam a João Baptista: «Que devemos fazer?». Ele respondia-lhes: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo». Vieram também alguns publicanos para serem baptizados e disseram: «Mestre, que devemos fazer?». João respondeu-lhes: «Não exijais nada além do que vos foi prescrito». Perguntavam-lhe também os soldados: «E nós, que devemos fazer?». Ele respondeu-lhes: «Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo». Como o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias, ele tomou a palavra e disse a todos: «Eu baptizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. Tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro; a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga». Assim, com estas e muitas outras exortações, João anunciava ao povo a Boa Nova».

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Um pedido da Gotinha

São João da Cruz: no mundo dos homens em que vivemos, poucos são os que estão dispostos a aceitar a mensagem de Cristo e do seu Evangelho.
São poucos os que se lembram de que a verdadeira felicidade está ali, como Tu ensinaste, no cimo do Monte, o Monte de Deus, aonde só se chega por caminhos divinos, sendo o mais rápido e o mais seguro aquele que Tu indicaste: a senda recta e perfeita do amor de Deus.
Bem sabes, Frei João, que a todos nos custa subir, que muitas coisas nos impedem de avançar e nos puxam para baixo.
Mas tu indicas-nos um arrimo, o báculo insubstituível, a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Por isso, ao contemplar-te desde este nosso mundo, como o primeiro entre todos os filhos do Carmo, o irmão mais velho, constituído pai e mestre, o primeiro a pisar o cimo da Montanha Sagrada, a contemplar as belezas de Deus, a saborear as delícias da contemplação e do amor, a tua figura aparece-nos como a de uma águia real que com o seu rápido voo alcança as alturas mais puras.
Mas não esquecemos que foste um alpinista que lentamente, com esforço e trabalho, cantando e rezando, em silêncio e solidão, sem nunca deixar os irmãos, subiste passo a passo a Montanha que conduz ao Infinito.
Foste um homem como nós que ansiou pelo Infinito e atingiu a plenitude. Como nós sofreste o rigor das tempestades, foste vítima dos olhares rancorosos, sentiste as incompreensões, o peso da matéria, a tentação do desânimo...
Porém... No teu coração de carne, encerrado em teu peito amoroso, brilhava uma luz inacessível, um poema maravilhoso, uma Fonte inesgotável de pureza e ternura, um Cântico de inexplicável doçura, uma Chama ardente que iluminava as noites escuras da tua vida tornando-as mais claras que o meio dia.
Mantiveste a serenidade, superaste como bom atleta os obstáculos do caminho, orientaste com segurança o coração, purificaste o amor, e deixaste cativar-te por aquelas palavras do Senhor: «uma só coisa é necessária». E no cimo do Monte encontraste a Deus. Encontraste a paz e a felicidade.
Os que ainda vivemos nesta terra lutando pela vida, dirigimos-te hoje a nossa oração, pedindo que não deixes que os obstáculos e dificuldades nos vençam, que não nos falte a vontade de subir às alturas.
Assim, chegaremos à plenitude, viveremos a vida que não acaba, saborearemos a felicidade que vale a pena, descansaremos no Monte onde só mora a honra e a glória de Deus.
Santo Padre João da Cruz, semeia no nosso caminho os teus poemas de amor, faz florir na nossa vida as açucenas da tua paz, faz vibrar no nosso coração a doçura do mel das tuas palavras e ajuda-nos a sentir o que tu experimentaste: que o sorriso da Senhora da capa branca nos proteja e conduza.

Assim seja para nosso bem e glória da Santíssima Trindade.

in Música Calada em Oração, Edições Carmelo

Solenidade de Nosso Pai S. João da Cruz



Oração da alma enamorada
 
Senhor Deus, Amado da minha alma!
Se ainda Vos recordais dos meus pecados para não me fazeres o
que Vos tenho andado a pedir, fazei neles, meu Deus, a Vossa vontade,
pois é o que eu mais quero; fazei sentir a Vossa bondade e
misericórdia e neles sereis conhecido.
E se estais à espera das minhas obras para atenderdes o meu pedido,
dai-mas Vós e realizai-as por mim, bem como as penas que quiserdes
aceitar, e faça-se.
Mas se pelas minhas obras não esperais, então porque esperais,
meu clementíssimo Senhor? Porque tardais?
E já que, enfim, há-de ser graça e misericórdia o que em vosso
Filho Vos peço, recebei o meu nada, já que o quereis, e concedei-me
este bem, que também é o que quereis.

Quem se poderá livrar destes modos e baixos termos se não sois
Vós, meu Deus, a erguê-lo para Vós em pureza de amor? Como se
elevará até Vós o homem gerado e criado em baixezas, se não sois
Vós, Senhor, a deitar-lhe a mão com que o fizestes?

Meu Deus, não me ireis roubar o que me destes um dia no vosso
único Filho, Jesus Cristo, no qual me destes tudo quanto quero;
por isso, espero e confio em que não tardarás.

E porquê tanta demora, se já podes amar a Deus no teu coração?
Os céus são meus e a terra é minha. Os povos são meus; meus são
os justos e os pecadores. Os anjos são meus, a Mãe de Deus é
minha, e minhas são todas as coisas. O próprio Deus é meu e para
mim, porque Cristo é meu e todo para mim. Então, que pedes e
procuras alma minha? Tudo isto é teu e para ti. Não te rebaixes
nem olhes às migalhas que caem da mesa do teu Pai.

Sai para fora e gloria-te na tua glória; esconde-te nela e goza, pois
alcançarás o que o teu coração deseja.»