segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Zé Filipe, um AcampaKi emocionado



Para mim, o VI Acampaki foi a minha primeira experiência no Carmo Jovem, nesta vertente.
No início, tudo me era estranho e impessoal, nada parecido com a minha maneira de ser. Contudo, aprendi a receber, a conviver em novos contextos, com várias personalidades distintas e marcantes. Para meio da semana, comecei a integrar-me melhor, a entender e aceitar, acima de tudo, a dinâmica do Acampaki. Progressivamente, as emoções começaram a surgir e o meu sentimento de ternura pelo grupo foi aumentando. A partir deste momento comecei a agir com naturalidade e fiquei cada vez mais à vontade; a aproximação de pessoas com quem nunca contactei foi aumentando; a descoberta de novos amigos e novas formas de vida foi-me alargando horizontes e a “aclarar terras já avistadas”.
A Sexta e o Domingo foram os dias mais marcantes para mim, pois foi nesses dias onde deixei as emoções virem à flor da pele. Na Sexta, devido às confissões, pois também me ajudou a ultrapassar um grande medo, que é partilhar as minhas faltas com uma pessoa que não estou acostumado a fazer; o Domingo também foi bastante marcante, pois era o dia da despedida. Um dia que foi preenchido por uma eucaristia cheia de simbolismo e homenagens que me tocaram pessoalmente. 
Para um balanço final e global, uma semana cheia de diversão, reflexão, criação de laços, algumas lágrimas e inspiração, espero participar num novo Acampaki e desenvolver mais a oração ao estilo teresiano, rodeado de pessoas que me querem bem.


sábado, 10 de novembro de 2012

João Sequeira, um novo acampaKi, muito entusiasmado!

Este é o meu primeiro testemunho dum Acampaki, o relato do meu primeiro Acampaki, e minha primeira atividade do Carmo Jovem. Ainda há muito que não sei sobre o Carmo Jovem e que gostaria de descobrir, mas para isso há tempo. Agora é tempo de falar do VI Acampaki visto dos olhos de um novato.
Quando a Maria me convidou para isto, aceitei imediatamente, primeiro porque sempre quis acampar, e nunca tivera oportunidade de o fazer, em segundo porque estaria lá a minha namorada, com quem nunca tive oportunidade de estar tanto tempo, e em terceiro porque era uma atividade religiosa, que me permitiria ter um contacto mais próximo de Deus como nunca tive oportunidade de experimentar. Assim, sendo algo tão oportuno, não tinha grande alternativa senão aceitar. E lá fui.
O Acampaki não esteve abaixo das espectativas. Ainda que eu não soubesse com que contar, esperava no mínimo estar bons tempos com boa gente e divertir-me com o que o Carmo tivesse ali para oferecer. Foi muito mais que isso. Logo do início percebi que ali era diferente. Se não fosse pelo facto de ter uma piscina a céu aberto com uma vista magnífica, ou haver um guião que anunciava uma vida de oração mais intensiva do que esperava, a hospitalidade instantânea com que me receberam todos os meus colegas acampakianos e a naturalidade com que se faziam certas coisas que no mundo exterior seriam vistas como absurdas provava que a vivência naquele acampamento ia mudar-me. E assim foi.
Desde o “Amigo secreto” até aos saraus, o acampaki tinha tudo para fornecer um ambiente de forte e agradável convivência entre os participantes. Atividades que exigiam poucos meios, mas grande imaginação e esforço, os quais creio terem vindo principalmente das magníficas coordenadoras, a Ana e a João, e do singular Frei João.
Mas a parte religiosa também não podia ser descorada, e não foi. Desde as orações até à hora do silêncio, com uma importante escala pelas confissões, nunca me senti chamado à missão cristã como na Quinta do Menino Jesus de Praga. Uma vez mais, calorosos parabéns a quem tenha tido a energia de organizar tais eventos.
Assim, não hesito em dizer, o Acampaki foi uma experiência que mudou a minha vida como nenhuma outra, e se hoje uso o meu escapulário carmelita enquanto escrevo isto, é porque fiquei verdadeiramente tocado por uma experiência à qual poucos se atrevem a ir, mas onde não falta boa disposição, trabalho e religião. Parabéns a todos os meus colegas acampakianos, às coordenadoras, ao Frei João e à Maria, sem a qual não teria usufruído de tal experiência.

Dum entusiasmado acampakiano
João Sequeira

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O nosso Cardume



O espírito do VI AcampaKi é o cardume. Cardume é um monte de peixes, também pode ser um montão ou uma montanha, ou uma colinazinha suave como o Carmo. Mas são sempre mais que um e mais que dois, e sim, são mais que muitos peixes. O espírito deste ano não é um bicho são vários, diferentes, mas vivendo juntos.
Vive o AcampaKi com espírito Cardume. Não interessa se és novo ou velho, dos que agora chegaram ou dos primeiros, o cardume é teu e para ti.
Somos diferentes, mas todos iguais. Pensamos mais nos outros que em nós, protegemos os mais fracos, ajudamos os cansados. Caminhamos, rezamos e comemos em grupo, mas cada um é ele mesmo. As suas dificuldades desaparecem no conjunto, as suas qualidades melhoram e engrandecem o grupo.
É isto que esperamos de ti. Espírito de colaboração e equipa. À frente vai a Ana e a Ana vai atrás. Nós vamos no meio, no meio dessa imensa gota que é o mar. As gotinhas somos nós, o AcampaKi é nosso, nós somos dos outros e é por isso que a família AcamapKi é bela.
Não estamos já a ansiar o VII AcampaKi?

Frei João Costa

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A nossa fonte


Fonte pura, fonte fria...
(Onde vais, minha canção?)
Fonte pura...assim queria
que fosse meu coração:
fluir na noite e no dia
sem se desprender do chão.
Eugénio de Andrade

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

VI AcampaKi


Oração de louvor a Deus Pai pelo dom da Santa Madre Teresa de Jesus


Louvado sejas, Senhor bom e Deus de nossos pais,
que nos concedeis a graça de termos por mãe
a Santa Madre Teresa de Jesus.

Nós Vos louvamos e invocamos
porque nos ofereceis o exemplo da sua vida,
a ajuda eficaz da sua intercessão
e a comunhão no seu destino,

para que animados pelo gozoso testemunho da sua experiência
caminhemos sem desfalecer
pelo caminho que ela nos assinalou:

caminho de humildade e de verdade,
caminho de pobreza e de alegria,
caminho de obediência e de liberdade,
caminho de desprendimento e fraternidade,
caminho de oração e de compromisso:

enfim, o Caminho de Perfeição.

Caminho que é Jesus Cristo, vosso Filho,
que foi crucificado por nosso amor,
que foi ressuscitado por nosso amor.

Jesus é o nosso caminho, verdade e vida.
Se Jesus o não levar pela mão.
Jesus é o único caminho de salvação.
É o único caminho e báculo,
Único caminho e viático,
único caminho e companheiro que não falha,
único amigo verdadeiro.

Por intercessão da nossa Santa Madre Teresa de Jesus
concedei-nos, Senhor, a abundância do vosso Espírito Santo
para sabermos caminhar segundo os seus ensinamentos
e podermos gozar juntamente com ela
a vida verdadeira da vossa casa,
a casa que é de todos porque Tu és bom,
poderoso e clemente.
Ámen.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Maria Babo, a AcampaKi monitora

Olá a todos!
Mais um acampáki passou, o meu terceiro acampáki passou.
Os sentimentos e emoções que me ocupam antes e depois de cada acampáki são, ao mesmo tempo, iguais e diferentes todos os anos. Antes do acampaki começar, o sentimento de dúvida pois não sei como será, se vou gostar, se vou sentir a necessidade de mudança dentro de mim como sentia nos anos anteriores. Depois do acampaki terminar chega o período de verdadeira reflexão, em que voltamos a tomar contacto com a sociedade e a perceber o que mudou em nós durante aquela semana que passamos algures no meio da natureza.
No meu caso, ao voltar a casa, volto à minha rotina normal onde tenho acesso aos bens que não estavam comigo em Deão e, estranhamente, estando tudo tão organizado, sinto algo diferente dentro de mim; uma vontade de mudar, de fazer, de ser, de pensar de forma diferente. Para mim isto é viver em acampaki, é parar a minha vida durante uma semana, ir para a Quinta do menino Jesus de Praga com jovens carmelitas como eu e olhar como um estranho a minha vida. Tudo o que fiz, o que não fiz, o que fiz bem e o que fiz mal, e tomar decisões sobre o que tenho de mudar em mim para que possa ser melhor não só para mim mas também para os outros.
Este ano conheci gente nova: o Zé, o Carlos, a Paula e a Jéssica, e com eles cresci mais um bocado. É disto que se trata o Acampaki e o Carmo jovem, é estarmos juntos, rezarmos juntos, divertimo-nos juntos e no fim de cada atividade estarmos mais próximos uns dos outros e do nosso grande Amigo, sempre com Santa Teresa de Jesus (a quem temos dado especial atenção) e São João da Cruz a encaminhar-nos até ele.
Toda a gente faz um caminho durante a sua vida e eu escolhi orgulhosamente fazer um carminho. Porquê? Perguntam vocês. Isso nem eu sei responder, digo-vos apenas que levo o Carmo bem pertinho do meu coração e por isso mesmo continuo com esta cruz ao pescoço que não tenho a mínima vontade de tirar.
Não sei como o meu carminho será no próximo ano, só sei que será muito diferente daquele que fiz ate agora, também não sei se conseguirei participar em tantas atividades do Carmo jovem como participava até agora, mas sei que o Acampaki estará sempre na minha agenda e o Carmo jovem no meu coração.
Assim me despeço, com saudações de quem leva o Carmo no coração para quem, certamente, também o leva no seu,
                                                                              Maria Babo